segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Escola Jean Piaget comemora 'Dia da Consciência Negra'

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A Escola Jean Piaget, realizou nesta sexta-feira, 20, a exposição de trabalhos e apresentação de danças em comemoração ao ‘Dia da Consciência Negra’. Foram realizadas palestras promovida pelo professor Jean Pierre, Agilson da Silva e o Pastor Marcelo da Igreja Avivamento Bíblico e também a exposição de trabalhos produzidos pelos estudantes a partir de pesquisas realizadas sobre a cultura do povo do Continente Africano. O Dia da Consciência Negra e é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, que morreu nesta data há 308 anos. Zumbi foi o líder do Quilombo dos Palmares, força da resistência contra a escravidão.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Quilombo dos Palmares


Verdades e mitos sobre o quilombo e Zumbi

Comunidades fundadas por escravos de origem africana que conseguiram fugir de seus senhores. Assim, podemos definir os quilombos que existiram no Brasil e em todas as outras partes do continente americano onde houve a exploração do trabalho de escravos de origem africana. O que mudou foi apenas o nome: quilombos ou mocambos nas áreas de colonização portuguesa (Brasil); maroons nas áreas de colonização inglesa (exemplo: sul dos atuais Estados Unidos), palenques nas áreas de colonização espanhola (exemplos: Cuba e Colômbia) e grand marronage, nas áreas de colonização francesa (exemplo: Haiti).Houve quilombos de diversos tamanhos, alguns pequenos, com apenas vinte ou trinta habitantes, e outros grandes, com centenas ou milhares de habitantes. O maior e mais famoso de todos os quilombos brasileiros foi, sem dúvida alguma, o dos Palmares. Na verdade, Palmares era um conjunto de dez quilombos. Estima-se que, em 1671, sua população tenha sido algo em torno de 20 mil habitantes.No entanto, justamente por causa dessa fama criou-se um grande mito em torno de Palmares e de um dos seus líderes, Zumbi. Este artigo pretende mostrar o que há de verdadeiro e de falso neste mito.
O Quilombo dos PalmaresO Quilombo dos Palmares localizava-se na serra da Barriga, região situada no que hoje são os estados de Alagoas e Pernambuco. O nome, Palmares, veio do fato de a região possuir um grande número de palmeiras. A data de sua fundação não é certa. Segundo algumas fontes, Palmares teria surgido em 1597, quando cerca de quarenta escravos fugiram de um engenho de açúcar no litoral do Nordeste e se refugiaram na Serra da Barriga. A mais antiga referência conhecida ao nome Palmares é uma carta do mesmo ano, escrita pelo padre Pero Lopes, superior dos jesuítas em Pernambuco, ao rei de Portugal.
Negros, mestiços, índios e brancosNo entanto, há pesquisadores que contestam essa data, para eles, Palmares pode ter surgido por volta de 1580. Outros ainda afirmam que talvez até antes disso já existissem comunidades quilombolas na mesma região. Seja como for, no início, a população de Palmares era pequena, não passava de poucas dezenas, mas as notícias sobre o lugar começaram a atrair um número maior de escravos fugidos de engenhos, especialmente de Pernambuco. Além de negros, a população de Palmares era composta por mestiços, índios e até brancos. Entre as pessoas brancas que viviam em Palmares estavam, provavelmente, mulheres acusadas de feitiçaria e outros indivíduos procurados pelas autoridades da época.A população de Palmares cresceu muito em decorrência das invasões holandesas no Nordeste (1624-1654). Com as invasões, os engenhos desorganizaram-se e houve uma diminuição da vigilância, o que facilitou as fugas. Além disso, as autoridades portuguesas no Brasil ofereceram alforria (libertação) aos escravos que guerreassem contra os holandeses. Assim, muitos escravos recrutados aproveitaram para desertar (abandonar o exército) e refugiaram-se em Palmares, enquanto outros, como Henrique Dias destacaram-se na luta para expulsar os holandeses e chegaram até a participar de expedições de ataque aos quilombos.Vale lembrar que era comum encontrar capitães-de-mato (encarregados de recapturar escravos fugidos) negros. Ou seja, nem sempre a cor da pele determinava de que lado a pessoa estava, pois, se havia brancos morando nos quilombos, também havia negros que lutavam contra os quilombolas. As relações com os índios também variavam: conforme a situação, os quilombolas tanto podiam ser aliados quanto adversários das comunidades indígenas que habitavam a região.
Zumbi e Domingos Jorge VelhoVárias expedições foram organizadas pelos senhores de engenho para capturar negros em Palmares. Geralmente, um senhor de engenho tinha o interesse em recapturar um escravo fugido porque o preço de um escravo novo era muito alto. Portanto, do ponto de vista do senhor de engenho, quando um escravo fugia, significava um prejuízo, um investimento perdido. Foi numa dessas expedições que um menino nascido em Palmares foi capturado e entregue ao padre da vila de Porto Calvo. Quinze anos depois, esse menino voltaria para Palmares e se tornaria o líder mais importante da comunidade quilombola: Zumbi.O nome Zumbi provavelmente originou-se de Nzumbi, o título que os bantos, um povo africano, davam a um líder militar e religioso. Por volta de 1690, as autoridades contrataram o paulista Domingos Jorge Velho, bandeirante conhecido por caçar índios (enquanto no Nordeste a maioria dos escravos era de origem africana, em São Paulo, a maioria dos escravos era de origem indígena), para liderar a invasão e destruição definitivas de Palmares.Em troca, o bandeirante exigiu cem mil em dinheiro mais um quinto do valor dos quilombolas capturados, 500 mil réis em panos em roupas e o perdão tanto dos crimes que havia cometido quanto dos que viesse a cometer. Não bastasse tudo isso, as autoridades deram ao bandeirante o poder de prender qualquer pessoa suspeita de colaborar com os quilombolas.
Sucídio ou assassinato?No primeiro ataque, em 1692, o exército de Domingos Jorge Velho foi derrotado. Percebendo que não seria fácil derrotar os quilombolas, o bandeirante exigiu que as autoridades enviassem mais armas e munições. Milhares de homens foram recrutados em todas as capitanias do Nordeste para fazer parte do exército que atacaria Palmares. Assim, em 6 de fevereiro de 1694, o principal dos quilombos de Palmares foi atacado pelo exército comandado por Domingos Jorge Velho. Os quilombolas resistiram, mas acabaram derrotados. Zumbi, apesar de ferido, conseguiu fugir e resistiu por vários meses, organizando ataques contra os senhores de engenho.No entanto, Antônio Soares, um homem da confiança de Zumbi foi capturado e após ser torturado revelou o esconderijo de seu líder. Após a descoberta do esconderijo, Zumbi sofreu uma emboscada e morreu no dia 20 de novembro de 1695. As circunstâncias de sua morte ainda são objeto de debate: para uns, foi suicídio, para outros, foi assassinato.De qualquer modo, a cabeça de Zumbi foi cortada e levada para o Recife, onde foi colocada sob um poste. Era uma forma de as autoridades desencorajarem novas tentativas de fuga e de acabar com os boatos de que Zumbi era "imortal". Morria o homem e surgia o mito. Um mito tão forte, que, nos dias de hoje, parte da comunidade negra do Brasil escolheu a data da morte de Zumbi, 20 de novembro, para comemorar o Dia da Consciência Negra. A data foi transformada em feriado em algumas cidades brasileiras.
O homem e o mitoO problema é que esse mito criado em torno de Zumbi e a intenção de transformar a data de sua morte em uma data cívica baseiam-se em inverdades. A maior delas é que Zumbi lutou pela abolição da escravidão. Sem dúvida alguma, Zumbi e outros quilombolas desejavam a liberdade, mas apenas a liberdade individual, eles jamais tiveram a pretensão de extinguir a escravidão. Pelo contrário, por mais estranho que possa parecer, a escravidão também existia dentro de Palmares. Há registros da época que mencionam a existência de escravos em Palmares.Segundo esses registros, esses escravos eram homens seqüestrados pelos quilombolas e obrigados a trabalhar nas plantações. Era comum que um escravo liberto quisesse ter seus próprios escravos. Ou seja, o mesmo escravo que sonhava com a própria liberdade não hesitaria em ter seus próprios escravos se o pudesse. O fato em si não causa surpresa se considerarmos que a escravidão já existia nas sociedades africanas antes mesmo da chegada dos portugueses na África, especialmente nos reinos do Congo e de Angola, locais de origem de grande parte dos quilombolas e de seus antepassados.Mas atenção: o fato de que a escravidão já existisse na África não justifica o tráfico de escravos africanos praticado por portugueses e outros europeus. Por outro lado, foi um dos fatores que facilitou o crescimento desse tráfico.


Túlio Vilela




Dia da Nacional da Consciência Negra

O poeta gaúcho Oliveira Silveira
Há mais de 30 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeriu que se comemorasse em 20 de novembro o Dia Nacional da Consciência Negra, pois essa data era mais significativa para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o Dia da Abolição da escravatura em um de seus poemas, referindo-se à lei que libertou os escravos, mas sem lhes dar condições de trabalhar e viver com dignidade.Em 2003, o Congresso Brasileiro aprovou uma lei federal criando esse dia. A mesma lei tornou obrigatório nas escolas o estudo sobre história e cultura afro-brasileira. A idéia é ensinar aos alunos de todo o país a história dos povos africanos, a luta dos negros no Brasil e a influência do negro na formação da sociedade nacional.O dia 20 de novembro é aniversário da morte de Zumbi, grande líder guerreiro do quilombo dos Palmares, assassinado em 1695, há mais de 300 anos. Ele é considerado símbolo da resistência contra a escravidão, por isso, as entidades e organizações não governamentais dos movimentos negros no Brasil definiram esse dia para manter viva a memória dessa figura histórica e sua importância na luta pela libertação dos escravos.Você sabe o que é um quilombo? A palavra é de origem africana e quer dizer acampamento guerreiro na floresta. Quando os escravos conseguiam fugir, iam para os quilombos escondidos no meio das matas. Palmares, na Serra da Barriga, foi o maior deles todos e, na verdade, era formado por muitos quilombos juntos, com mais de 30 mil habitantes. Para você fazer uma idéia do que isso significa, a cidade de São Paulo, 250 anos mais tarde, teria apenas 25 mil habitantes.Zumbi nasceu em Palmares, filho e neto de guerreiros de Angola, na África, escravizados e vendidos no Brasil. Com poucos dias de vida, foi seqüestrado e entregue a um padre que o batizou com o nome de Francisco. Aos 15 anos, Francisco que havia aprendido português e latim, fugiu e voltou para o quilombo, onde mudou seu nome para Zumbi que significa "Senhor da Guerra", "Fantasma Imortal" ou "Morto Vivo", no dialeto africano banto. Daí em diante chefiou os negros nos combates contra bandeirantes e capangas dos fazendeiros que queriam escravizá-los novamente. Foi traído e morto numa emboscada aos 40 anos, depois de passar a vida lutando pela liberdade.A história sempre é escrita pelos vencedores. Assim, no caso de Zumbi e da resistência negra, todos os registros foram apagados pelas pessoas que conservaram o poder ao longo do Império e na República: a elite governante, a quem não convinha a figura de um herói negro nos livros escolares. Nos últimos 30 anos essa atitude vem mudando e procura-se resgatar fatos sobre a influência negra na formação do Brasil.Hoje em dia, os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por preconceitos e diferenças sociais. É um dia para todos pensarem na situação do negro, antes escravo e hoje ainda deixado de fora das oportunidades de trabalho e estudo no Brasil.

*Jurema Aprile é jornalista.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Poesia: Um amor

Um amor

Em vozes de Fênix
Renasce um amor
Confuso, sozinho
Tristonho e com dor
Pingos de chuva
Batendo em folhas de árvores
Dizendo em voz baixa
Um amor que se esconde
Ouvindo o som congelado
Da confissão de amar
Derrete em si o diamante inquebrável
A plena beira de um mar
Se amar é crime
Em meu coração
Eu faço justiça
Para a libertação.

Aristeu Colombo Ribeiro Lopes (Aluno da 7ª A da Escola Jean Piaget).

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ALUNOS DO 3º "B" VISITAM O ASILO SÃO VICENTE DE PAULA

No dia 14 de agosto de 2009, os alunos do 3º ano B do Ensino Fundamental da professora Doralice visitaram o lar dos idosos com o objetivo de criar nos alunos desde já a conscientização para a valorização e o respeito com os idosos e para que os alunos pudessem conhecer a Casa Lar onde vivem os idosos. Os alunos e a professora tiveram a companhia da orientadora Vanusa de Mendonça Gomes. Durante a visita os alunos cantaram a música “Noites traiçoeiras” do padre Fábio de Melo e leram mensagens feita por eles. Muitos dos idosos se emocionaram. Os alunos ainda contaram e ouviram lindas historias de vida contada pelos idosos. No final foram distribuídos alimentos doados pelos os pais dos alunos.
Parabéns a equipe que lá trabalham porque são abençoados por Deus.Professora Doralice Nunes dos Santos Pereira.

domingo, 15 de novembro de 2009

15 de novembro: Dia da Proclamação da República


A Proclamação da República é feita pelo marechal Deodoro da Fonseca (imagem) no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro. Um movimento político-militar que acabaria com o Brasil imperial e instaura no país uma República federativa.
O último abalo da monarquia é o fim da escravidão, em 13 de maio de 1888. O império perde o apoio de escravocratas, que aderem à República. Liderados pelos republicanos, civis e militares, conspiram contra o império. Comandante de prestígio, o Marechal Deodoro da Fonseca é convidado para comandar o golpe.
A 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, à frente de suas tropas, o militar proclama a República. O antigo regime não resiste, mas também não há euforia popular. Dom Pedro II e a família real embarcam para Portugal dois dias depois. Deodoro da Fonseca assume a chefia do novo Governo Provisório.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Poema: Vida Louca do aluno Leandro Ferreira de Almeida

Poema
Vida Louca

A cortina a janela

A especiaria vida louca

O perdão o sacrifício

A rotina um roliço

A gramática a Matemática

O DNA a qualidade

O câncer a realidade

Vida Louca.

O nome o fenômeno

O orgulho o prazer

A realidade

A mentira a verdade

O sonho relevo de viver.

Autor

Leandro Ferreira de Almeida, aluno da 8ª C da Escola Jean Piaget.


Escola Jean Piaget inova e investe recurso do PROFIPS no esporte

A Escola Jean Piaget vem desenvolvendo um projeto inovador na área de esporte, financiado com recursos do PROFIPS. O projeto na ordem de R$ 6.000,00 foi idealizado exclusivamente para o esporte como a Escolinha de Voleibol que atende 64 estudantes do 5º ao 9ª ano e 1º ano do ensino médio, nas categorias masculino e feminino. As aulas de voleibol são ministradas pelo Professor de Educação Física, César José Epifanio e visam a formação de equipes que representem a escola nos Jogos Escolares de Rondônia - JOER, e competições a nível interescolar. De acordo com o diretor da Escola Claudemiro Assis de Souza e a vice, Ruth Gimenes de Oliveira Barbosa, com o recurso foi feita a reforma da quadra como pintura e compra de novos aros de basquete, redes de voleibol e futsal, bolas, mesas de ping-pong, equipamento de som, raquete dentre outros. "é um projeto inovador que visa oferecer aos estudantes a oportunidade da pratica de esporte, assim como criar e qualificar as equipes para competir com um maior nível técnico nas diversas modalidades", explicou o diretor lembrando que as Escolas de Espigão possuem atletas com grande potencial, porém falta investimento em treinos e qualificação técnica para competir em igualdade com as equipes dos demais municípios de Rondônia. A vice diretora lembrou que a Escola Jean Piaget era imbatível no voleibol e conquistou títulos, mas a falta de investimento qualificado, foi perdendo espaço e hoje, dificilmente passa da fase municipal do JOER.

Fonte: Jornal O Cone Sul
Autor: Jornal O Cone Sul